terça-feira, 3 de abril de 2012

O rio e o mar

Sobre as pedras brancas e lapidadas ele percorria. Percorria só, atento às ondulações em suas margens. Observando dia e noite a mata que o protegia. Sabia estar indo para algum lugar, mas não podia prever aonde daria seu curso. Por vezes sentia-se só e alegrava-se quando os animais vinham nele beber. Dia e noite suas águas percorriam e desejava saber o porquê da sua natureza assim ser. Queria parar um pouco e desfrutar das mesmas coisas que todos desfrutavam na mata.
Um dia ao entardecer entristeceu-se e se pôs a chorar. Sentia muita solidão... Suas lágrimas inundaram a mata, causando pânico aos que nela viviam: "Rio, por que choras? Tua tristeza desequilibra a natureza na qual vivemos!" "Choro por sentir-me só. Enquanto todos possuem companhia, eu percorro sozinho, sem ninguém para falar, ninguém para brincar. E sinto medo, pois não sei para onde estou indo"...
Todos na mata silenciaram diante da tristeza do rio. Também não sabiam aonde ele iria chegar. Não podiam ajudá-lo. E assim. Todos ficaram parados, vendo o rio passar...
Sua tristeza era profunda e não havia meios de ajudá-lo...
A chuva surgiu inesperadamente de dentro da mata e vendo a tristeza do rio, perguntou: "O que lhe tira a paz, meu caro amigo?" "Não entendo minha natureza e sinto-me muito sozinho a percorrer por tantos caminhos que nunca chegam a lugar algum".
A chuva vendo o desespero do rio, afagou-o gentilmente com suas águas límpidas. "Se choras por estares só é porque ainda não descobriste tua real natureza. Nada neste mundo está só, excluído do todo. Aceita tua natureza e percorre feliz em teu curso. És tão necessário quanto a mata e tudo que nela vive. És tão necessário quanto o sol e tudo que na sua luz é banhado. Teu destino não está longe e quando o encontrares saberás que tudo tem uma razão de ser. Aceita a orientação que vem de dentro, ela sabe o percurso e sabe para onde estás indo. Confia e tua confiança conduzir-te-á para tua alegria, para teu descanso, para teu reencontro com a tua verdadeira natureza. Quando chegares neste lugar estarás em paz, pois viverás com os teus iguais".
O rio recebeu a chuva com contentamento e tratou de seguir seu curso, confiante no que a chuva lhe falara. Adiante, uma surpresa, percebeu que estava saindo da verde mata, caindo lentamente sobre um mar azul... Infinitamente azul...
- desconheço o autor -

Tenha uma boa semana!

8 comentários:

Frida disse...

Olá querida! Valiosa essa sua reflexão! É uma grande alegria receber sua visita! Muito obrigada! Acabei de atualizar. Luz e Paz! Frida

7e7ei@ disse...

Como é gostoso receber visitas! Amigos são Anjos e eu gosto de me sentir assim, cercada de Anjos! Anjo amigo, obrigada pela visita! Um beijo angélico em seu coração! Tetéia

Suzuki disse...

Olá! Feliz de ver seu comentário lá no blog! Gosto de tê-la entre meus amigos! Atualizei e postei meu cartão de Páscoa... Dá um pulinho lá! Beijos Suzuki

Tetê disse...

Oi, querida... Obrigada pela visita ao Livre Pensamento! Fico feliz de encontrá-la em meus cantinhos! Bjks Tetê

Brisa da Manhã disse...

Olá! Você sempre com maravilhosos posts! É muito bom vir aqui! Obrigada por sua visita! Beijos suaves da Brisa da Manhã

Pollyanna Monteiro disse...

Que alegria receber comentários e, com eles, o carinho dos amigos! Muito obrigada por sua visita! Graça e Paz! Beijos no seu coração. Polly

Anpara disse...

Olá! Passando para agradecer a visita ao Filosofando! Muito bom o post!Saúde e Paz. O resto a gente corre atrás! Bjs Ana Paula

Euzinha disse...

Obrigada, querida, pela visita! É bom demais sentir o carinho dos amigos! Maravilhosa a sua postagem! Gosto muito de seu blog! Abreijos Euzinha