quarta-feira, 14 de maio de 2008

A essência da vitória


Na época áurea de Roma, o Rubicão - um riacho na região centro-norte da Itália - demarcava a fronteira com a Gália. Pela lei, os magistrados romanos só podiam admitir a entrada de exércitos na Itália com permissão do Senado. Conduzindo suas legiões através do Rubicão em 49 a.C., Júlio César deu uma demonstração de força à própria Roma.
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Roma era a cidade mais poderosa do mundo. Os romanos haviam conquistado todas as terras ao norte e a maior parte das terras do sul do Mediterrâneo. Ocupavam, também, as ilhas e a parte da Ásia que hoje constitui a Turquia.
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Júlio César se tornara herói de Roma depois de conquistar a Gália, a parte da Europa que hoje inclui a França, a Bélgica e a Suíça, fazendo-a província romana. Por nove anos, César servira Roma com eficiência e lealdade, mas fizera muitos inimigos, pessoas que temiam suas ambições e invejavam seus feitos, que estremeciam quando ele era chamado de grande herói.
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Uma dessas pessoas era Pompeu que, como César, era comandante de um grande exército, mas suas tropas pouco haviam feito para merecer os aplausos do povo. Pompeu percebia que, a não ser que fizesse algo para impedir, acabaria sob o comando de César. Assim, pôs-se a arquitetar planos para destruí-lo.
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Pompeu e outros inimigos de César convenceram o Senado a enviar uma ordem para que ele deixasse seu exército na Gália e voltasse imediatamente a Roma. César sabia o que isso significava. Se voltasse sozinho a Roma, seria julgado por traição. Reuniu, então, os soldados, contou-lhes que conspiravam para levá-lo à ruína e os soldados declararam que o acompanhariam.
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Estandartes tremulando ao vento, as tropas seguiram em direção a Roma. O entusiasmo dos soldados era ainda maior que o de César. Enfrentaram toda sorte de perigos, por lealdade ao comandante. Finalmente chegaram ao riacho Rubicão, que marcava a fronteira da província da Gália; do outro lado era a Itália. Chegando à margem, César parou por um momento. Sabia que cruzar o riacho seria declarar guerra a Pompeu e ao Senado...
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"Ainda posso voltar" - pensou consigo mesmo... "Atrás de nós está a segurança mas, uma vez cruzado o Rubicão, será impossível voltar atrás. A escolha é agora".
Não hesitou por muito tempo. Deu o sinal e atravessou ousadamente as águas rasas. Por fim, César e suas tropas atingiram os portões da cidade. Não havia soldados de prontidão, nem resistência à sua entrada em Roma, Pompeu e seus aliados tinham fugido.
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Por mais de dois mil anos, quando as pessoas se vêm frente a uma decisão que requer ousadia, pensam em César na margem do riacho, antes de decidirem cruzar seu próprio Rubicão.
- William J. Bennett -
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Ousadia e poder de decisão.
Essa é a essência da vitória!

9 comentários:

Brisa da Manhã disse...

Uma magnífica aula de história!!! Maravilhoso texto! Obrigada pela visita! Beijos suaves da Brisa da Manhã

Zéza disse...

Gostei da sua aula de história da Roma antiga!!! Valeu! Obrigada pela visita! Beijos azuis

Maria Clarinda disse...

Foi bom ler-te , estamos sempre a adquirir conhecimentos novos, obrigada por eles.Jinhos mil

1/4 de Fada disse...

Vim cá ter por causa da Angel of Light e realmente gostei muito do seu cantinho, senti-me como em casa. Beijos.

Brisa da Manhã disse...

Querida, repasso para você o prêmio Blog de Ouro! Bom final de semana! Beijos suaves da Brisa da Manhã.

Sou Morgana: disse...

Querida, obrigada por sua presença cintiante no meu Reino Encantado. Mágico final de semana! Beijos cintilantes da fada Morgana

Angel of Light disse...

Querida!

Quando puderes, passa pelo meu último post e leva o que é TEU! Obrigada mais uma vez lindo ser de luz pela tua participação e partilha.

Beijinhos de Amor, Paz e Luz!

Peregrina da Paz disse...

Vim agradecer a visita e ver as novidades. Voltarei sempre que puder pois acho seu blog muito interessante! Deus te abençoe! Peregrina da Paz

Anpara disse...

Olá, pensadora! Obrigada por sua amável visita! Hoje tem a biografia e um pensamento de Emmanuel Kant! Beijos Anpara